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(Guilherme Arantes)





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

WALLILABOU E PIRATAS DO CARIBE!

 

Depois da nossa experiência no Blue Lagoon, partimos no outro dia pela manhã para Wallilabou, lugar que foi locação do filme “Piratas do Caribe 1, 2 e 3”. Logo na entrada da Baía, avistamos um pequeno barco com um negro forte remando, imaginávamos que estava pescando, doce ilusão… já estava nos cercando à remo pra cobrar a ancoragem, acreditem… que o Andante no motor não venceu o cara. O nome do remador era Nicolas, ele era até simpático e nos levou até um ponto de ancoragem, soltamos a âncora, ele amarrou a popa do Andante no cais e nos cobrou 20EC (US8), enquanto isso já estávamos cercados por mais uns 4 barquinhos de madeira com pessoas terrivelmente insistentes vendendo de tudo, desde frutas feias e colarzinhos até a ervinha do capeta… rsrsrsrs. O assédio foi tão massante que nos sentimos acoados em nosso barco, parecia que estávamos em uma vitrine e eles nos chamando sem parar… Meu Deus! Que inferno! Entramos na cabine depois de dizer mil vezes – No, thanks! – E conseguimos respirar… Aff!

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O lugar é maravilhoso! Se não fosse pelo povo de lá que é muito chato… seria perfeito!

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Depois da nossa chegada traumatizante, tomamos coragem, colocamos a cara pra fora e desembarcamos. Queríamos logo conhecer o lugar que tem a magia do cinema, mas antes tivemos que passar por mais incansáveis chatonildos vendendo colares. O negócio foi esquecer totalmente o pouco de inglês que estamos falando e dizer em português o tempo todo – Eu não falo sua lingua – e ficar com aquela cara de bobo olhando pra eles. Caraca!

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Bem, vamos ao que interessa. O lugar é massa! Todos os cenários feitos pela Walt Disney estão lá, apesar de mal conservados. Fico imaginando como deve ter sido o ambiente de gravações do filme, afinal eles passaram cerca de 6 meses em Wallilabou.

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Pra comemorar mais um porto e uma batalha vencida contra os chatonildos (por enquanto)… vamos à gelaaada!

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Voltamos mais tarde para nossos barcos e de lá não saímos mais. No outro dia pela manhã, quando colocamos a cara inchada da noite bem dormida pra fora, já ouvimos – Hi, my friend! – Putz! Não é possivel! Os caras não dão uma folguinha sequer… PQP! Escapamos com aquelas caras de bobos de mais uns 2 ou 3 e desembarcamos. Credo… e eu adorando o lugar, querendo saber mais sobre as filmagens, vasculhar os cenários que estão à Deus dará… nem perguntar pra alguém do local algo sobre o filme a gente podia, pois ja era motivo pra eles nos pedirem alguma coisa, um cigarro, uma coca-cola, um dinheiro, qualquer coisa… Vixi Maria!

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Mas eu e o Fer também insistentes… seguimos nossa exploração, até que chegaram mais turistas pra eles amolarem… Aff!

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Caminhando pela pequena praia de areias escuras de Wallilabou, encontramos outra locação e lá estava o Bagga, um negro rasta que conhecemos no dia anterior no assédio da nossa chegada, ele nos convidou pra entrar e disse que podíamos ficar à vontade, não pediu nada e nem ficou nos seguindo… ebaaaa! Ai foi minha vez, chega de cara de boba, perguntei à ele  sobre as gravações do filme e também por que os cenários estavam naquela situação. Ele disse que o “Pérola Negra”, aquele navio pirata de Jack Sparrow ficava na baia com mais algumas caravelas imponentes, que a movimentação era grande, que os atores e toda a produção eram sempre simpáticos com os locais, que Johnny Depp gostava de tomar Rum Punch e que as instalações estão parcialmente destruídas porque o Furacão Omar que atingiu a ilha em 2008, deixou sua marca em Wallilabou. Tudo bem… mas eles poderiam dar uma geralzinha, né!

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No mesmo terreno dessa locação, encontramos um botequinho, o “Pirates Retreat”… uauauauau! Como nós não resistimos à um boteco, entramos claro! E conhecemos uma figurassa, o Anthony, que valeu à pena!

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Depois de uma conversa, com nosso mísero inglês, combinamos uma noitada no bar dele, com musíca brasileira e ”caipirinha”, que prometemos ensiná-lo a fazer.

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Compramos dele uma garrafa de Rum Punch, de fabricação própria, colamos o selo na hora… produto exclusivíssimo. Ehehehehe! Mais exclusivo ainda é poder conhecer as histórias de pessoas como a do Anthony, que morou por mais de 30 anos em New York, fez faculdade de “Ciências Políticas” e estudou “Teatro” na Julliard School, fez alguns trabalhos como modelo (acreditem!) em propaganda de cigarros, na década de 70, foi mecânico de avião e podia ganhar muito dinheiro com isso e ganhou algum, mas não se sentia feliz… E ai está ele, feliz… adora música, nos pescou enquanto estávamos passando ao lado de fora e nos ouvindo falar em português, colocou em seu som potente, a música “Não chores mais”, com Gilberto Gil cantando, bem alto e nos convidou para entrar… ele é realmente uma figura. Experiências como esta são particulares de cruzeiristas, nunca conheceríamos Anthony se estivéssemos viajando de forma convencional… e isso é encantador!

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A seguir cenas dos próximos capitulos… Wallilabou continua na próxima postagem…

8 comentários:

Vani Lamberti disse...

Que legal, isso não tem preço, como diz o Mané!!!!!!!que experiencia fantástica.....Uma pena que tem esses chatonildos, mas vcs tiram de letra,é apenas um detalhe. Bons ventos, bjs ma~e

André Linck disse...

Putz,essa parte eu conheço bem.Voçe chega daquela paz do mar,ancora,quer dar uma caminhada,explorar o local e vem os chatos te ofereçendo um mundo de coisas.E mais,achando que voçe é rico e ta cheio da grana.Mas no final das contas é até engraçado.Faz parte da vida no mar. Que Legal este boteco que vcs encontraram,ainda mais com esta figura contando estórias,né?!!!Isso não tem preço.Esta caipirinha deve ter ficado boa hein?!!!Com rum,hummmm !

abraços!

Andre Linck.

Mauricio e Silvia disse...

Da proxima vez levem camisetas do Brasil e assim que oferecerem algo para vcs, vcs começam a vender as camisetas... rsrsrsrsrs E façam alguns rabiscos e falem que foram autografadas pelo Pelé rsrsrsrsrsrs

Abraços

Mauricio e Silvia

Mauricio e Silvia disse...

Paulinha

Por acaso vocês não viram um instrumento que se chama "tambor de aço "? ele é originario de Trinidad e o som dele é muito dez. É muito tocado no ritmo caribenho CALIPSO !!!! Mande uma foto se conseguir ou grave o som de um deles !!!!

Bjs

Mauricio

Mary Figueiredo disse...

Eu acho que quero dar uma passadinha em Wallilabou ,eu saberia escurraçar os chatonildos hahahahaA.

Beijos

Diario de um Sonho disse...

Bem,parece que não é só o cenário do filme Pirata das caraibas que está por ai mas sim tambem os piratas em barcos mais pequenos atacando voces e perseguingo :)
Abraços
Rui e Lena

Augusto disse...

Muito legal esta passagem, os chatonildos fazem parte do cenário .Mas o que vale a pena é VCsss terem encontrado uma pessoa com grande experiência na vida como VCssss estão procurando fazer , viver em vários locais. Tudo de bom, bons ventos ....

Eduardo disse...

Olá casal aventura!!
Gostei muito dessa postagem, realmente deve ser bem emocionante conhecer pessoas com cultura e modo de vida bem distinto do nosso.
Coloque mais fotos dessa ilha, caso não seja incomodo.

Bons ventos.

Eduardo e Alessandra.